O pré, o durante e o pós de uma decisão muito importante... A caminho da gastroplastia!

Experimentei tudo: Dietas, Endocrinologistas, Reeducações alimentares, Acupuntura, Ortomolecular, Nutricionistas Anfetaminas, Chás e o Escambau !

Agora deu...é hora de mudar !!!

terça-feira, 5 de abril de 2011

Dói até...


Li essa postagem hoje no "Fico na ponta dos pés", da Lais.
Gostei e me identifiquei tanto que quis colocar aqui ...

"You are always looking at yourself, deciding what you don´t want to see."
                                                                                     White Denim

"Sou totalmente a favor do otimismo exagerado. Acho que ele é o irmão mais ingênuo e subestimado da fé, e que também pode - por falta de uma expressão menos bíblica - mover montanhas.

É por isso, e por viver reparando em mim (e nos outros) para saber o que quero mudar, que me identifiquei tanto com a letra da música acima. Não estar pronta vicia.

É difícil, mas repudiar o que não gostamos em nós mesmos é o caminho maluco e necessário que percorremos para descobrir o que falta. É a parte mais complicada também, porque acho que não se entender incomoda tanto quanto uma picada de mosquito na fronteira entre a sola e o peito do pé.

Imagino que este seja o processo universal, mas só posso falar por mim: A consciência da mudança vem antes e bagunçada. Nasce como um sentimento não articulável, como crianças descrevendo sintomas de dor. "Mãe, meu cérebro está boiando", foi o que a minha priminha considerou adequado dizer ao diagnosticar sua primeira dor de cabeça.

Como boa otimista, encontro conforto na sabedoria popular de que "há males que vem para o bem" e a preferida dos corações partidos: "O que tiver que ser, será".
Há!

Gostar de escutar tais clichês é muito diferente de confiar neles. A gente se engana um pouquinho.

Eu por exemplo, tento semanalmente mudar a angústia de domingo a noite pela ansiedade cega por segundas-feiras melhores. "A partir de amanhã, nunca mais vou cometer os mesmos erros".
Aham. Tá bom Claudinha, senta lá.

Aprendi há um tempo que a linha entre o otimismo exagerado e o auto engano é tênue e frágil, mas por algum motivo, continuo caminhando nela, vivendo no alto como equilibrista, na ponta dos pés, e fazendo malabarismo com as minhas melhores e piores crenças.

Apesar de falhar constantemente, realmente acredito na importância de uma crise de domingo a noite, de um belo tombo, e no poder da ressaca moral, como diz minha amiga. O erro é esperar a mágica e tirar de si a responsabilidade pelo trabalho duro.

Todos os dias escolhemos ser quem somos. Por exemplo, quero me alimentar melhor, mas não troco o chocolate por frutas nem que me paguem, logo escolho não mudar.

Estarei me enganando se disser que prefiro um bela maçã., mas serei madura se aceitar que não posso ter o chocolate e que tenho que me contentar com a fruta se quero alcançar meu objetivo de ter uma alimentação mais saudável.

A maçã, no caso, é o contrário da tentação.

A verdade é que não mudamos da noite para o dia. Não acordamos diferentes, simplesmente abrimos os olhos.

Mudar, principalmente os velhos e deliciosos hábitos, é dificil. Dá trabalho. Dói até.

É a reclamação recorrente dos ex-fumantes, que superam o vício pela nicotina mas continuam sentindo falta e combatendo diariamente a vontade de segurar o cigarro."

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